Pois é, todo mundo entra aqui e conta sua história...
Agora chegou a minha vez.
Pois então. Sou Arka, o Poodle Rosa vulgarmente conhecido. Um maldito Poodle você deve estar pensando, mas não saber porra nenhuma, mas para mostrar como sou um cão legal vou começar do inicio.
Há tempo atrás eu era um lobo selvagem, membro da família dos canis lupus. Vivia caçando lebres e galinhas, correndo pela floresta com minha matilha, até que ela apareceu. É sempre existe ela. Não era uma gata, era um pantera.. De pelos brilhantes e escuros. Se um dia os deuses fizeram algo para se orgulharem com certeza ela era o resultado. Ela caminhava silenciosamente quando a vi passar. Cada passo fazia meu coração palpitar como numa caçada. Por estar tão compenetrado em sua “dança” perdi-me de minha matilha. Justo no dia da passagem de filhote para guerreiro.
Horas se passaram até eu poder chegar até a matilha. Cansado e ofegante para minha primeira transformação. Eu tinha que conseguir, provar para a família o lugar do primogênito.
Não foi fácil as unhas cresciam, os pelos engrossavam e as patas tinha que aprender a ser mãos e pés. Até me descobrir meio lobo e meio homem. Foi uma linda noite para sofrer.
Os anciões dizem que quando passamos a primeira transformação visitamos o mundo dos espíritos e descobrimos nosso guia. Para o meu espanto o meu guia era o totem da pantera.
Um novo nome foi me dado e uma nova vida eu tive, caçando e defendendo a matilha. Até que o meu pior inimigo me venceu. Meu coração.
Via a pantera próxima ao riacho, fiquei novamente tentado, ela agora já madura e com toda delicadeza se ergueu. Era uma mulher. Como que por um feitiço me tornei homem e disse (Erroneamente) a ela:
Todas as noites, todos os dias, e até em meus sonhos sua existência me perturba. Como pode coisa tão magnifica ser liberada de andar pela criação?
Quem é?
Sou Arka, Filho da Lua, caçador da tribo dos lobos. E você?
Sou Mila filha da noite, também caçadora.
Ficamos nos olhando por tempos que pareceram milénios, quando Mila cortou o silencio com sua voz ferina.
O quer de mim?
Não sei dizer, meus pelos, nervos e alma apenas querem a ti.
É? - Ela abaixa a cabeça.
Sim meu amor.
A noite foi longa e todos os dias eu avia, passávamos as noites de chuvas sob as árvores, no amando com o carinho da noite. Até que me disseram...
Quem disse foi um dos anciões, sobre raças e existência natural. Senti que eu estava errado e a procurei
Era noite, chovia para piorar a situação..
Oi.
Olá, vamos caçar juntos hoje?
Não posso, nosso amor é errado e não podemos mais nos ver.
Escorreu uma única lágrima de seus olhos e ela correu.
Sete luas depois eu a procurei.
Que se dane os velhos, os espiritos e a criação. Eu existo para completar o seu ser.
Não.
Tem certeza?
Sim.
E para completar, algumas luas mais adiante vi um tigre a caminhar com ela.
Nessa noite toda floresta ouviu o uivo mais alto da mais alta montanha enquanto eu amaldiçoava a noite e a lua por causa de minha dor. Passei dias longe da matilha, não queria caçar ou correr. Somente caminhava sem destino. Até que vi a luz.
A luz do maldito caminhão que me atropelou.
Acordei em uma cabana de madeira, uma mulher tinha cuidado de meus ferimentos. E por gratidão me apresentei como homem.
Ela me acolheu em seus braços e me aceitou com minha bestialidade por tempos, mas ao contar minhas história ela se revelou a bruxa. Ela disse:
-Você como um lobo deve andar de quatro. E como homem também andará. Se orgulha de sua posição de ser o que é, mas quer ser um ser da mulher e assim que vai ser.
Essa palavra se formaram com ódio foram forte e ela segurava o pingente em forma de lua cheia. Me transformara em um cachorro poodle, não posso mais ser um homem e nem um lobo. Apenas um ridículo Poodle.
Fiquei preso, comendo rações que juravam ter gosto de carne até conseguir fujir. A floresta não era mais o meu lugar me aventurei em lugares e lugares e descobri a cidade.
Na cidade que descobri um novo vicio, o algodão doce. Como o quanto tiver, mas por causa de dificuldades para comer um algodão doce em forma animal acaba me manchando o pelo com o tom rosa dessa guloseima, daí o apelido...
Portanto o próximo que me encher a paciência por causa da minhas cor, pode crer que vai encarar um Poodle Rosa muito barra pesada.
E tenho dito.
(Nota: Poodle Rosa estava preso e encoleirado com outra “Dona”, agora novamente abandonado revira lixeiras da cidade atrás de sei tão querido algodão doce.)
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